Mostrar mensagens com a etiqueta mudas Louveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mudas Louveira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Manacá da Serra



O Brasil é o paraíso da  melastomatáceas,  principalmente  do gênero  Tibouchina ao qual  pertence  as  quaresmeiras,  os  jaracatirões e o mais  notável  de  todos,  o Manacá da Serra (Tibouchina mutabilis) .
O Manacá da Serra é uma árvore de porte mediano e pertence à família das melastomatáceas que reúne uma grande quantidade de espécies de quaresmeiras ornamentais, algumas arbustivas, outras arbóreas, mas a grande maioria com floradas exuberantes. Ainda falando sobre o Manacá ele apresenta uma copa de formato arredondado com ramagem abundante com folhas elíptico ovaladas, lisas, com três nervuras bem visíveis na superfície.
O destaque dessa planta são as flores que são grandes, numerosas e muito vistosas aparecendo durante os meses de novembro a março.  O mais interessante é que essas flores vão mudando de cor e passam por várias tonalidades, ao desabrocharem são brancas, posteriormente rosas e finalmente roxo-escuras.
A quem a observa causa a impressão de que a planta produz flores de três cores. Vale lembrar que essa variação de cores ocorre também em outras espécies, um exemplo típico é o Manacá de Cheiro ( Brunfelsia uniflora ) que causa até uma certa confusão por ocasião da procura  dessa  planta  por parte dos compradores. A designação como sendo da serra refere-se ao fato da planta ser nativa principalmente na Serra do Mar.
Os frutos do Manacá da Serra são ovalados e quando maduros (secos) soltam grande quantidade de sementes que são minúsculas, quase que um pó.
Existem outras espécies de Tibouchina que produzem flores que mudam de cor, mas a que mais se destaca é a T. mutabilis e que é a mais propagada também.
A propagação do Manacá da Serra sempre foi feita através das sementes, mas atualmente os viveiristas desenvolveram técnicas de propagação vegetativa através de estaquia e as plantas obtidas por esse sistema já florescem bem pequenas, já nas primeiras brotações. Essa mudança no método de propagação causou até uma confusão na definição da espécie, pois nomeou a planta como Manacá da Serra Anão, o que está errado, pois a espécie é a mesma só que florescem mais precocemente.


Dicas de Cultivo: O plantio dessa árvore deve ser feito em covas bem espaçosas com substrato bem solto e enriquecido com bastante matéria orgânica procurando dar ao mesmo as mesmas características do solo sob as matas.

Não deixar faltar umidade que é fundamental aos Manacás, sendo bastante recomendável manter uma cobertura morta (mulching) ao redor do caule.
Em solos muito compactados as dificuldades para desenvolvimento são bem maiores. Em mudas obtidas por estaquia os cuidados devem ser ainda maiores já que o sistema radicular é mais frágil.  As adubações podem ser feitas integralmente com adubos orgânicos tipo húmus de minhoca, esterco bovino entre outros.
Quando cultivado em vasos a umidade deve ser bem controlada, mantendo o substrato sempre úmido, porém sem encharcamento excessivo.

Jatobá


Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stignocarpa) ou jatobá, jataí, jitaí, jataí-amarelo, jatobá-miúdo.
A altura da planta vai depender do local em que vive a árvore; no cerrado cresce de seis a nove metros, enquanto que, em áreas mais férteis podem alcançar entre quinze e vinte. O diâmetro do tronco varia conforme o local, as plantas menores giram em torno 0,30 a 0,50 centímetros, já as maiores chegam a um metro de diâmetro. As folhas são ásperas, constituídas por dois folíolos inteiros, mede de cinco a seis centímetros. Os botões apresentam uma fina camada de pelos. As flores são de cor branca chegando a cinco centímetros cada uma. Os frutos novos são verdes e à medida que vão amadurecendo ganha uma cor marrom, eles caem da árvore quando estão no ponto de colheita; possui entre uma a seis sementes e é coberto por um tipo de farrinha. Essa farinha (farinácea) possui um cheiro forte, mas de sabor gostoso, pode ser consumida in natura ou usada na fabricação de bolos, geléias, pães. As sementes são ovais ou arredondas, de cor marrom castanho. A árvore do Jatobá é pouco exigente, vive em solo fraco e de boa drenagem, o clima quente ou ameno favorece o cultivo. Seu plantio é feito por sementes, com quinze a vinte e cinco dias para germinação. Possui uma resina muito utilizada na medicina caseira. Árvore ideal para arborização de parques e jardins.
Classificação científica:
Reino: Plantas.
Classe: 
Ordem: 
Família: Leguminosae-caesalpinoideae
Nome Científico: Hymenaea stignocarpa
Divisão: Angiosperma.
Habitat: Caatinga e Cerrado.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sapucaia

Nome Científico: Lecythis pisonisNome Popular: Sapucaia-vermelha , Sapucaia, Castanha-sapucaia, Cumbuca-de-macaco, Cabeça-de-macaco, Castanha-de-sapucaia, Caçamba-do-mato, Marmita-de-macaco
Família: Lecythidaceae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
Árvore nativa da Mata Atlântica. Floresce de setembro a outubro. As folhas novas são de cor rosa e lilás, tornando a espécie muito ornamental. A madeira é utilizada para postes, estacas, portas, janelas. As sementes são comestíveis, sendo utilizada pela fauna em geral. O fruto (cuia) é utilizado como adorno e utensílio. A Sapucaia é uma árvore decídua, muito ornamental e frutífera, caracterizada pela copa densa que muda de cor e pelos frutos curiosos repletos de saborosas castanhas. Sua altura geralmente é de 5 a 15 metros, mas pode atingir 50 metros na floresta. Suas folhas são elípticas, verdes, glabras, acuminadas, alternas, com margens onduladas e serrilhadas. No inverno perde as folhas, que rebrotam na primavera, concomitante à floração, formando um belo espetáculo com sua cor rosa chocolate.
As flores são delicadas, belas, de cor branco-violáceas e com numerosos estames. O fruto é do tipo pixídio, duro, pesado, seco e deiscente, de forma esférica a alongada, com textura lenhosa e uma tampa que se abre quando maduro, liberando as sementes grandes e comestíveis. A maturação do fruto leva de 10 a 12 meses e atrai a fauna silvestre, principalmente ávidos macacos e morcegos, seus principais dispersores.
A Sapucaia é uma árvore que está em extinção. Nos dias atuais, a maioria é cultivada em viveiros.
Ela passa por fases em que muda de forma e cor durante o ano. Depois de ficar despetalada, revigora-se tomando uma cor verde que, aos poucos, vai se transformando nesta cor Vermelha-vinho, para, em seguida, tornar-se uma árvore com as folhas meio que douradas.
É pouco explorada no paisagismo, apesar do seu incontestável valor ornamental e ecológico. A cor da sua folhagem, quando nova, é realmente bela e sua copa arredondada e densa, fornece sombra fresca no verão. Como perde as folhas no inverno, permite a passagem de luz, revitalizando e aquecendo o jardim. Suas doces e deliciosas castanhas são mais um motivo para plantá-la em jardins residenciais, corporativos, sítios e parques. Elas substituem com vantagens a castanha-do-pará in natura ou em receitas.
Aprecia muito ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Ela é uma árvore típica da mata atlântica e floresta amazônica, aprecia o calor e a umidade tropicais.
Sua multiplicação faz-se por sementes. Cobrir as sementes com 1 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência das sementes ocorre em cerca de 40 a 70 dias e a taxa de germinação é moderada.
O desenvolvimento das mudas no viveiro e posteriormente no local de plantio definitivo não é muito rápido, podendo ser considerado “lento”. As árvores jovens iniciam a produção aos 8 a 10 anos de idade.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Jequitibá

Recebem o nome de jequitibá árvores de troncos de grandes dimensões, tanto em comprimento como em perímetro, da família das lecitidáceas. 
As duas espécies mais conhecidas de jequitibá são:
  • Cariniana legalis, o jequitibá-rosa e
  • Cariniana estrellensis, o jequitibá-branco ou somente jequitibá,
às quais se pode ainda acrescentar:
  • Cariniana rubra, o jequitibá-vermelho,
  • Cariniana parvifolia, o jequitibá-cravinho.
  • Cariniana ianeirensis, conhecido apenas como jequitibá, e
  • Couratari pyramidata
As designações populares desses tipos de árvores não são, no entanto, muito conclusivas. Efetivamente, muitas espécies são designadas, em regiões diferentes, por nomes iguais. A correlação apresentada no Dicionário Aurélio, por exemplo, é contraditória com a utilizada por muitos especialistas, como o botânico brasileiro Harri Lorenzi.